quarta-feira, 23 de maio de 2012


ardim Gonçalves “Eu estou assustado e não foi para isto que aconteceu o 25 de Abril”

Por Isabel Tavares, publicado em 21 Maio 2012 - 03:10 | Actualizado há 6 horas 12 minutos
A capitalização dos bancos pelo Estado é um erro. Vai acabar tudo nacionalizado e vendido a preços de saldo a estrangeiros
·         Jardim Gonçalves
Eduardo Martins
Engenheiro civil de formação, Jorge Jardim Gonçalves exerceu esta profissão ao longo de dez anos, mas foi ao sector financeiro que dedicou quatro décadas de vida. Fez do BCP – onde esteve 20 anos –, o maior banco privado português. Privou com governantes e dirigentes do país e tem histórias até com Salazar. Diz que se deu bem com todos. Mais recentemente a regra foi quebrada pelo comportamento “atípico” do ex-governador do Banco de Portugal e do presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Hoje é o rosto principal de um dos processos mais mediáticos que alguma vez envolveu um banco nacional – e também o mais caro, com a acusação a pedir uma indemnização total de cinco milhões de euros –, acusado de prestar falsas informações e de manipulação de mercado. Sobre este assunto não falámos, por estar em segredo de justiça. Mas falámos de como Portugal caminha para a pobreza.
A Grécia sai do euro?
Apetece-me mais falar na entrada do que na saída, porque entendo que o colectivo que foi responsável pela entrada da Grécia na União Europeia, e depois na União Monetária, não está a ter com a Grécia a atenção que esta – ou qualquer membro –, merece em altura de dificuldade.
Que atitude é essa?
A Europa está numa atitude de conflito, de exigência, desde o primeiro momento. Tratou de exibir, de mediatizar, as fragilidades da Grécia, em vez de tomar medidas integradoras que resolvessem, num prazo adequado, os problemas do país, quando, resolver isso, significava uma percentagem bastante pequena do produto global da União Europeia e assim não seria o problema europeu que hoje é.
E agora, ainda há solução?
Não estou a fazer um convite à desordem, estou a fazer um apelo à solidariedade, quando determinada parcela que já é Europa devia ter tido e não teve. A solução não é a Grécia sair, não é ficar de uma maneira distorcida, mas ficar de pleno direito e porque a Europa resolveu bem essa parcela do espaço comunitário europeu.
Ainda acredita na União Europeia?
Foi uma opção para mim, enquanto presidente do BCP, que o banco fosse europeu e isso ficou escrito, ficou dito. O BCP tem um mercado de mais de 70 milhões de europeus. Esta ideia é importante porque traduz a minha preocupação e o meu respeito pelos passos que se deram para que a Europa se constituísse.
Mas…
Ao lado disto tenho uma experiência com a Europa numa perspectiva de Banco Português do Atlântico e BCP, através do IIEBS – Institute Internationale Européenne Bancaires, que reunia entre os 35 e 45 presidentes de bancos europeus mais relevantes. Aí tive plena consciência de como é difícil poder falar numa linguagem genérica europeia porque, realmente, somos muito diferentes. Não pode ser um gesto voluntarista a mudar a História ou a cultura destes povos, que em si mesmos contêm diferenças. A Espanha e a Itália são dois países com muitas divisões, como a Bélgica e outros.
Mas vamos entender-nos?
Não se pode pensar numa Grécia a ter de dialogar com uma Alemanha de qualquer modo. E a Europa só faz sentido se estiver permanentemente, diariamente, minuto a minuto, presente que assenta sobre grandes diferenças. Tenho dúvidas que as pessoas que hoje lideram os diferentes países, e que têm obrigação de ter em atenção a construção da Europa, que não está feita, tenham esse conhecimento, essa cultura, essa informação e, sobretudo, a disponibilidade para.
É um problema de liderança?
A liderança implica êxito e vencer dificuldades, mas fundamental é conhecer bem as diferenças para poder gerir de maneira diferente isso mesmo. Se se quiser tratar os europeus todos de igual modo, não se consegue, não há líder possível.
Mas foi por isso que se evitaram os referendos...
Para não dar tempo que o europeus simples, com passaporte, reflectissem sobre todas as consequências dos passos que o seu governo, democraticamente eleito mas não para esse fim, estava a dar.
Não se fazem perguntas quando não se quer ouvir a resposta...
Que é um grande trunfo. O ex-primeiro--ministro grego ficou pobre quando esse activo lhe foi retirado. Queria um refendo e não o deixaram fazê-lo.
E se a Grécia sair…
Tudo deve ser feito para que a Grécia não saia. É a minha posição egoísta de europeu.
Que consequências traria para Portugal?
Eu não me coloco como português, falo das consequências para a Europa. Se sai a Grécia, a seguir sai não sei quem… Não! A Europa não resolveu um problema que eu diria menor que podia ter resolvido. E um problema perfeitamente previsível. Eu nunca gostei da expressão, mais ou menos pintada, de nós não somos gregos. Porque é um erro. Nós somos europeus e, por isso, o problema dos gregos é também meu.
Publicámos que a saída da Grécia ia custar 3 mil euros a cada europeu…
Mas o problema da Europa não se pode reduzir ao problema da economia e do euro.
Mas estamos algemados a ele...
Mas esse é um erro. Como em Portugal não se pode reduzir o tema a números. São importantes? Claro, mas ser europeu é muito mais do que ser cumpridor de determinados rácios que estão a ser impostos – ou até negociados livremente.
Então o que fazer?
A dificuldade do projecto é essa, resolver o problema macro a nível europeu sem desprezar todas as regras mínimas de cada território.
Que regras têm sido desprezadas?
Uma manifestação disso foi agora, em Espanha. O governo espanhol errou quando quis avaliar as necessidades das instituições financeiras e em vez de pedir ao Banco de Espanha para o fazer nomeou auditores internacionais. Da mesma maneira que considero o erro do século, ou do milénio, se quiser, que a dívida grega tenha tido um haircut. Isto nunca devia ter acontecido, muito menos dentro de uma Europa.
Porquê?
Nunca se pode admitir que uma dívida soberana não seja paga. Porventura pode--se imaginar que seja paga com determinados prazos, de maneira diferente, agora haver uma redução da dívida soberana é lançar uma dúvida sobre a soberania de todas as dívidas do primeiro mundo. Um erro grave que as instituições financeiras europeias e as internacionais quiseram cometer.
Mas abria-se um precedente, e depois vinha Portugal, Espanha, Itália...
Mas porque é que haveriam de vir? É que não viriam. Não se lançava a dúvida porque se cobria a diferença. É a história do anúncio de que o sistema financeiro português vai precisar de ser capitalizado. Passou a necessitar de ser capitalizado, porque a partir desse momento, os shortsellers trataram de esvaziar de tal maneira o valor da capitalização bolsista dessas instituições que foi o que aconteceu.
Lançou-se a dúvida e agora não se pode voltar atrás.
Pode-se rectificar. O lançamento da dúvida foi perverso, está lançado, é preciso rectificar. Há determinadas coisas que eu não percebo porque não se questionam… É tudo muito mediático e depois ninguém quer perder a face.
Que interrogações são essas?
Gostava que me explicassem, e já fiz a pergunta, a razão de ser dos rácios de capital que estão a ser impostos à banca. Porquê 10% para o Core Tier I no fim de 2012? Porque não 12% ou 7%?
Teve resposta?
Ninguém me sabe dizer. O que eu sei pela experiência acumulada é que a saúde do sistema financeiro não tem que ver com o volume do capital dos accionistas. O que garante a saúde de uma instituição financeira é a qualidade dos activos, a quem se emprestou, com que recursos e qual o retorno. O capital dos accionistas é aquele que vou utilizar para desenvolver o projecto, dar-lhe dimensão, infra- -estruturas, capacidade, rede. Quando se pede, em momentos de crise, que os accionistas ponham mais dinheiro numa instituição está-se a cometer um erro.
O governo está a cometer um erro?
Todos os governos estão a aceitar uma determinação de algo que não existia, que é a EBA - European Banking Authority, que nunca vi em nenhum tratado. E estão a aceitá-lo sem questionar. Há poucos anos o Core Tier I médio era pouco mais de 2% e mais recentemente 4%. Porque é que agora, em momento de crise, se exige 10% quando se sabe de antemão que os accionistas não têm capacidade para acompanhar? Nem têm interesse.
E quais são as consequências?
Não indo esses accionistas de referência, o mundo de investidores não olha para esse mercado como um mercado atractivo para fazer investimentos. Portanto, estamos aqui num ciclo perverso, vicioso, não virtuoso, de destruição de valor. Iremos capitalizar os bancos com falso capital, porque é dívida do Estado outra vez. O Estado vai entrar nos bancos para os capitalizar, mas é com dinheiro que acumulou com a cobrança de impostos, com dinheiro legítimo que tem amealhado, que está nos cofres do Estado? Não! O Estado vai buscar fundos emprestados e a única garantia que dá é que se os bancos não pagarem esse capital o transforma em acções. Quando se sabe de antemão que os bancos não vão gerar resultados, nem vão criar condições para virem investidores do exterior substituir esse empréstimo.
Está a cometer-se um erro?
Houve aqui um erro quer vem de 2007: os Estados intervieram na crise financeira. Os Estados quando intervêm na crise financeira empobrecem. Mais, porque se estabelece um clima de desconfiança dentro das instituições financeiras, o Estado também tem dificuldade de acesso à liquidez e a certa altura emite dívida, que criou o problema da dívida soberana. Os bancos foram acudir aos Estados comprando essa dívida. E neste momento, descapitalizados que estão, vão ser capitalizados por nova dívida do Estado. Não é a melhor solução.
Qual seria a melhor solução?
A melhor solução era dar tempo, exigir capitais mínimos, mas mínimos mesmo, criar toda uma supervisão e todas as melhores condições para regular o sistema financeiro, deixando-o crescer em recursos e ganhar resultados.
Não era o que estava a ser feito até aqui? Agora chegou a ditadura...
Não, chegou o tecnocrático. É o técnico a prevalecer sobre a prudência de uma gestão.
E estava a haver essa prudência?
Mas o técnico não pode sobrepor-se a isto sem a experiência da gestão. E neste momento falta-nos a experiência de toda uma carreira política que pressupõe uma ciência de governação das pessoas e dos seus povos e falta-nos um limite à capacidade interventiva dos técnicos, no sentido de dizer: os senhores ficam aí, dão a sua opinião, mas nós, com a nossa capacidade e sabedoria de governar povos, vamos dizer o quê! O que acontece é que os técnicos fazem a sua carreira do exterior para o interior, do interior para o exterior, dos seus países para as grandes instituições internacionais, estão a ficar de certo modo embriagados pela sua própria carreira pessoal, estão condicionados pelos seus próprios futuros…
Quer dizer nomes?
Estou a falar globalmente, porque, infelizmente, o problema não tem a dimensão portuguesa, tem, pelo menos, a dimensão europeia. Hoje as pessoas não estão a olhar para os interesses que, de facto, devem defender e estão com piscar de olhos a determinadas instituições porque, depois de, o que é que vou fazer? Primeiro-ministro?! Não me chega! É a Comissão Europeia? É a ONU? É o Fundo Monetário Internacional?
Pode concretizar o que diz?
Dou um exemplo que acho interessante. Há uma grande empresa – que não vou dizer qual é –, francesa, cotada, global, cujo principal executivo tem um escritório em Bruxelas. E tudo o que ele tem de tratar em relação ao mundo dessa mesma empresa é sempre a partir de Bruxelas. O cartão de visita, os emails, etc., é Bruxelas. Ele está lá para dizer eu sou europeu, eu cumpro as regras, eu sou um de vós. Não ponham a gerir a companhia um vosso, porque eu sou um vosso. E isto eu entendo, o contrário é que não, que é Bruxelas querer pôr nos mais diferentes países a sua gente, porque é essa sua gente que continuará a desenvolver carreira, vai fazer uma comissão de governo em qualquer parte e um dia voltará à minha cadeia.
Como é que se contraria isso? Porque, como dizia alguém, pusemo-nos a jeito...
Eu tive um parceiro estrangeiro que a dada altura estava a querer meter-se um bocadinho na política comercial do Banco Comercial Português. E eu disse-lhe: deves ficar mais longe. O que quiseres saber do banco podes saber, mas não com esse detalhe, porque tu não sabes distinguir o mundo interior do empresário Fernando Guedes do do empresário Américo Amorim, ou o do empresário Ludgero Marques do do empresário António Gonçalves ou o de um José de Mello do de um Jorge de Mello. E um estrangeiro ter este fine tuning em relação a estes empresários é impossível. E este é o problema entre o banco central de Espanha e os auditores externos: gente que não governa e não faz esta distinção entre o mundo interior destes diferentes empresários.
Não se está a ter em conta a unicidade?
O que está a acontecer é que ao estabelecer determinadas regras cegas, a gestão prudencial de determinadas instituições não é feita. Os bancos centrais e as troikas e as regras nesta altura não vão saber distinguir a tolerância de uma instituição, de um determinado risco, porque esse risco tem determinada gestão por trás. Só olham a números.
Volto a perguntar: podíamos continuar nesta situação indefinidamente?
Não, tinha de ter havido regulação, supervisão. Houve vazios de controlo. Mas então, coloquem-se os mecanismos de controlo, não se desfaça o bom património que existe. Substituam-se as pessoas.
Está-se a diminuir o poder das instituições nacionais?
Bastaria então aplicar bem o que já existe?
A tudo, em vez de estar a condicionar e a intervir de maneira brutal e cega em patrimónios que são bons e de grande qualidade.
E o que acha que vai acontecer com a intervenção do Estado?
Se a intervenção tiver lugar vai acontecer uma nacionalização inevitável. E uma nacionalização à custa de países pobres. E esses países pobres vão vender tudo o que vão nacionalizar.
A quem?
A quem, efectivamente, tiver dinheiro. Portanto, o país é vendido.
Não agora?
Se calhar os sintomas de fragilização vão ser rapidamente visíveis e pode ser no fim do período ou a meio do período estabelecido pelo governo. Repare que esta entrada do Estado nos bancos não é uma entrada de capital. Entre isto e emprestar dinheiro ao senhor XKO para comprar acções, do BCP ou outra coisa qualquer, que implica sempre um risco de cinco ou seis anos, é a mesma coisa! É errado.
Mas o erro vai acontecer…
Estou a dar a entrevista com o objectivo de alertar. Eu estou assustado e não foi para isto que aconteceu nem o 25 de Abril, nem, depois, a lei de 84, que permitia a abertura ao sector privado de determinados sectores da actividade económica. Não foi para isto. E ninguém tem coragem de dizer que estão a nacionalizar.
Porque é que acha que esta geração que está no governo e…
Não vou falar na geração que está no governo. Vou falar na geração que está nas mais diferentes instituições europeias.
Pergunto de outra forma: o governo não tem autonomia?
Vou ser um bocadinho mais concreto do que desejava. Neste momento, a governação tem um toque interventivo técnico em excesso, ponderando aquilo que efectivamente devia ter em termos políticos. Criou-se uma dinâmica da qual resultou uma rede e determinadas pessoas ganham estatuto para poder determinar quem é quem para desenvolver determinadas tarefas. Já não é o primeiro-ministro eleito que com toda a liberdade escolhe, mas são estas condicionantes. E isto não é o melhor.
Acredita que se não fosse pela equipa de tecnocratas, Portugal se teria debruçado sobre os seus problemas e tentado resolvê-los?
Porque é que não havíamos de olhar?
Talvez porque não o fizemos até hoje?
Porque nunca tivemos interesse. O problema é as instituições funcionarem numa perspectiva plenamente democrática, com total transparência e com liberdade de ganhar ou perder. E na nossa curta democracia tivemos exemplos de governantes que souberam que com determinadas medidas iam perder as eleições e apesar disso tomaram-nas.
Por exemplo?
O Bloco Central. Eu não queria entrar numa análise de quem está a governar... O que penso é que o diagnóstico tem de ser muito bem feito e procurar soluções que não façam, por exemplo, acumular desemprego com dúvidas sobre pensões. É temerário juntar uma crise de emprego com uma dúvida sobre tudo o que se passa a nível da Segurança Social. O que é importante é que não se abandonem as decisões possíveis.
Como fazer crescer a economia?
Os bancos portugueses não tiveram os problemas dos produtos tóxicos como os bancos da Irlanda ou o problema da bolha imobiliária. O sistema português era sólido. O problema foi a dívida soberana portuguesa. Agora as imparidades que saltam de todos os lados pelo não crescimento da economia, que leva à falência das empresas, ao desemprego. Um desempregado não tem IRS, uma empresa que fecha não paga IRC, uma Cimpor que se vende vai deixar de pagar IRC ao Estado português.
Não é a favor da venda da Cimpor?
Não sou a favor de nenhuma venda. Toda a vida estive numa atitude de termos posições relevantes pelo menos no espaço europeu para a partir daí podermos ser relevantes noutras partes do mundo mas sempre decidindo a partir de Portugal. Era previsível o que aconteceu a um BPI, a uma Cimpor, daqui a dias a uma Galp, depois a uma PT. Mas a verdade é que aqui Portugal perde protagonismo, e não vejo as pessoas a dormirem mal com isso. Mas deviam.
É contra a entrada de estrangeiros?
Portugal necessita de todos os investidores que cumpram todas regras e nunca estejam a gerar conflitos de interesse. Mas a partir de certa hierarquia nestas empresas, infelizmente, não seremos nós a intervir. E isso é uma pobreza.
Como vê Durão Barroso à frente da Comissão Europeia?
Tenho pena que Portugal não tenha um comissário na Europa.
Antes não tivéssemos a presidência?
Sempre disse isso. Portugal não pode ser beneficiado com isso. Vejamos: o presidente da Comissão Europeia pode beneficiar Portugal? Não pode. Não é o benefício viciado que queremos, é a defesa. Eu senti isso no ano 2000 quando houve o problema Santander, Champalimaud, Guterres primeiro-ministro, presidência europeia em Portugal, e senti o que era a força espanhola nos corredores e ausência de força portuguesa.
E isso não é uma questão de dimensão?
Não, é uma questão de presença e corredores, ninguém ignora que isso existe.



terça-feira, 22 de maio de 2012


Emprende
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22 DE MAYO DE 2012
DES CLASSES UNIQUES DE GARÇONS, LES PARENTS DEMANDENT À VOIR [CN]
Les demandes d'inscription sont beaucoup plus nombreuses que les places disponibles pour ce nouveau programme

La plupart des parents attendent avant de se prononcer par rapport aux classes expérimentales uniquement composées de garçons dans une école secondaire à Shanghai, qui vient de terminer sa période d'inscription.

Le premier campus de garçons de la ville, un programme expérimental entre le bureau d'éducation de la zone de Huangpu et East China Normal University, serait une solution pour résoudre la «crise des garçons» dans le rendement scolaire et cultiver la masculinité. Ces classes ouvriront cet automne.

Selon l'école, 272 élèves de sexe masculin ont sollicité 60 places dans les deux classes.

"Le nombre de demandes n'est pas négligeable et il y a une certaine concurrence pour entrer dans les classes», a souligné Lu Qisheng, directeur du lycée n°8 de Shanghai.

"Certains parents, n'ayant pas d'a priori sur les classes uniquement masculines, aimeraient y envoyer leurs enfants pour étudier, avec l'espoir que les atouts de leurs garçons pourraient s'y développer mieux qu'ailleurs.", a expliqué vendredi Lu à China Daily.

"Au cours des premières entrevues, nous avons trouvé que ces garçons sont très intelligents et vivaces. Ils ont un large éventail de connaissances, qui dépasse les manuels", a constaté Lu. La liste des noms définitifs sera annoncée à la fin du mois.

Lu a admis que la plupart des parents attendent de voir les résultats de ce programme.

«Beaucoup de parents sont venus et ont posé des questions sur l'école, mais ils n'ont pas pris de décision. C'est tout à fait compréhensible. Après tout, le système de classes réservées aux garçons est encore nouveau pour la plupart des parents dans le pays", a reconnu Lu.

La question sur la mauvaise performance des garçons à l'école a été largement évoquée par les éducateurs et les sociologues, qui ont chaudement débattu sur la manière de fournir une éducation plus appropriée aux garçons.

Wang Ronghua, directeur de la Fondation de l'éducation et du développement de Shanghai, a déjà affirmé que la sous-représentation des garçons dans les écoles et collèges aura un impact négatif sur l'innovation scientifique et technologique du pays.

Il a également conseillé de donner aux élèves de sexe masculin une éducation spécifique, tout en baissant la barre d'entrée à l'université.
Lu a noté que les classes de garçons auront des priorités différentes de celles des classes mixtes, avec un peu plus d'attention pour la mémorisation, où les garçons ne sont pas bons.

"Les méthodes d'enseignement et la conception des programmes seront ajustées en fonction des caractéristiques psychologiques et physiologiques des garçons, en particulier sur la culture de la reconnaissance du sexe et le caractère et la responsabilité sociale.

"Nous allons choisir les enseignants qui s'expriment le mieux dans l'interaction avec les garçons, pour avoir un meilleur potentiel de développement chez les garçons," a-t-il expliqué.

Cependant beaucoup de parents s'opposent fermement à ce programme et pensent qu'un seul et même environnement par rapport au sexe de l'élève peut avoir une incidence sur la capacité de leurs enfants à communiquer avec le sexe opposé.

"Simplement séparer les garçons de filles ne peut pas résoudre la crise chez les garçons. En fait, il peut causer d'autres problèmes", a noté une femme nommée Zhu Yuzhen.

"Les garçons doivent grandir dans un environnement plus complet, je pense que c'est plus important."

Wen Jun, directeur de l'Institut de sociologie de l' East China Normal University de Shanghai, a déclaré que l'adoption de méthodes pédagogiques appropriées pour les garçons est plus efficace que de simplement envoyer les enfants dans des classes non mixtes.

«Les enfants doivent apprendre à se débrouiller par eux-mêmes," a-t-il dit.


Photo: Les candidats pour les deux classes expérimentales du lycée n°8 de Shanghai ont été interrogés samedi. Le premier campus de la ville réservé aux garçcons ouvrira ses portes cet automne, Zhang Dong/pour China Dail

domingo, 20 de maio de 2012


O pai:
Por vezes o pai afasta-se um pouco, pode sentir-se à parte da experiência que estás a passar. Fala com ele, partilha o que sentes, os enjoos, as alegrias dos primeiros pontapés, os receios... Ambos vão ser pais e a vossa vida conjugal vai sofrer uma alteração, falem sobre isso e façam planos de futuro. É bom que o pai vá com a mãe às consultas, às aulas de preparação para o parto e se desejarem até pode assistir ao parto. Muitas felicidades!
Os manos:
Deves preparar o(s) teu(s) filho(s) mais velho(s) para o nascimento do bebé. Lembra-te que as crianças têm uma noção de tempo diferente da nossa, por isso, não lhe contes com muita antecedência porque ele pode ficar ansioso. Diz-lhe para falar com o bebé através da tua barriga, leva-o a ouvir o coração do bebé, fá-lo compreender que vai nascer um maninho pequenino.
As crianças, naturalmente, não são egoístas e acolhem com alegria a chegada de um bebé.
Caso tenhas de mudar o teu filho mais velho de quarto, ou de cama, fá-lo antes do bebé nascer para que ele não se sinta rejeitado. Conversa muito com ele e tudo vai correr bem.
Os teus pais:
Durante a tua gravidez os teus pais podem ficar muito felizes ou ficar indiferentes. Para eles o facto de se tornarem avós pode assustá-los, fazê-los pensar que se estão a tornar "velhos"  ou que já não és a sua "menina". Conversa com eles e pede a opinião sobre algumas coisas, é boa altura para saberes como os teus pais viveram a tua gravidez.
Quando o bebé nascer, verás como os teus pais irão querer acarinhá-lo a passar bastante tempo contigo e com ele.

sábado, 19 de maio de 2012


2 de Maio de 2012
Durante a audiência geral o Pontífice falou sobre a libertação do apóstolo da prisão
Pedro confia em Deus
Também eu me senti sempre amparado pela oração da Igreja
Raffaello, «Libertação de Pedro» (1513-1514, Sala de Heliodoro, Museus do Va t i c a n o )
Tranquilidade e confiança: a atitude de são Pedro durante o
aprisionamento é a de quem
«confia em Deus, sabe que está
circundado pela solidariedade e
pela oração dos seus e abandona-se totalmente nas mãos do
Senhor». Disse o Papa na audiência geral de quarta-feira 9
de Maio, na praça de São Pedro, falando do aprisionamento
e da libertação do apóstolo na
vigília do seu processo em Jerusalém.
O Pontífice repropôs a narra-
ção do último episódio da vida
de Pedro, descrito no capítulo 12
dos Actos dos Apóstolos, para
frisar mais uma vez «a força da
oração incessante da Igreja», gra-
ças à qual o Senhor «realiza uma
libertação impensável e inesperada, enviando o seu Anjo». Por
seu lado, Pedro «vive a noite do
aprisionamento e da libertação
da prisão como um momento do
seu seguimento do Senhor, que
vence as trevas da noite e liberta
da escravidão das correntes e do
perigo da morte».
A atitude do apóstolo ainda
hoje serve de exemplo à Igreja e
a cada cristão, inclusive ao Papa,
que confessou aos fiéis presentes
na audiência que sempre «se sentiu amparado pela oração» deles,
«pela oração da Igreja, sobretudo nos momentos mais difíceis».
Palavras acompanhadas por um
longo aplauso, ao qual Bento XVI
respondeu simplesmente: «Agradeço de coração».
PÁGINA 3
A obra de Binding e Hoche
Se a vida é «indigna
de ser vivida»
LU C E T TA  SCARAFFIA
F
inalmente, foi traduzido em
italiano o livro de Karl Binding e Alfred Hoche  Die
Freigabe der Vernichtung lebensunwerten Lebens («A liberalização
da supressão da vida sem valor»),
editado na Alemanha em 1920
(Precursori dello sterminio, Verona,
Ombre Corte, 2012). Digo finalmente, porque se trata de um texto que é um divisor de águas, suscitando muitas e importantes reflexões, só em parte explicitadas pela
introdução — muito concentrada
no plano jurídico — dos dois editores, Ernesto De Cristofaro e
Carlo Saletti, sobre a história do
século XX .
De facto, o livro revela, com a
sorte vivida na Alemanha dos
meados do século  XX — no momento da ascensão do nazismo a
definição de eutanásia da célebre
enciclopédia Brockhaus inspiravase na sua obra e citava-os — que o
pensamento eugenético levado aos
seus êxitos extremos foi difundido
e partilhado inclusive antes da
chegada dos nazistas ao poder. E
graças a estudiosos que não eram
nazistas: o jurista Binding, falecido em 1920 e o psiquiatra Hoche
(aluno de Ernst Haeckel, que levou à Alemanha o evolucionismo
darwiniano), que no momento da
tomada de posse por parte do naVisita «ad limina» de um grupo de bispos dos Estados Unidos
Jovens formados na fé
para o futuro da sociedade
A contribuição que as instituições educativas católicas podem oferecer para a
construção de «uma sociedade cada vez mais firmemente radicada num
humanismo autêntico»,
foi realçada pelo Papa no
discurso dirigido a um
grupo de bispos dos Estados Unidos da América,
recebidos em audiência na
manhã de sábado, 5 de
Maio, por ocasião da visita ad limina Apostolorum.
No discurso, totalmente dedicado à «questão
da educação religiosa e
vem ser apenas «um recurso fundamental para a nova evangelização»
mas devem oferecer também uma
«importante contribuição para toda a sociedade americana». Contribuição que, ressaltou, «deveria ser
apreciada e apoiada com mais urgência».
PÁGINA 13
Apresentação de credenciais
Políticas sociais
para fazer face
à pobreza
A crise económica mundial continua a criar miséria, a aumentar a
precariedade e a exclusão, a alimentar nas pessoas um sentido de
frustração e de injustiça que «pode tornar-se fonte de revolta». Denunciou Bento  XVI, no discurso
dirigido a cinco novos embaixadores junto da Santa Sé, que lhe
apresentaram as cartas credenciais
durante a audiência realizada a 4
de Maio, na Sala Clementina.
Compete a cada uma das na-
ções, recordou o Pontífice, pôr em
prática políticas económicas que
restituam às pessoas «o papel de
protagonistas sociais» e que lhes
permitam ocupar o seu lugar na
so ciedade».
PÁGINA 5
da formação na fé da próxima geração de católicos» norte-americanos, Bento  XVI frisou principalmente a necessidade de «preservar
o grande património» das escolas
católicas americanas, garantindo
sobretudo que «elas estejam abertas a todas as famílias, seja qual for
a sua situação económica». Para o
Pontífice estas instituições não deO cardeal Turkson
sobre o tráfico de seres humanos
Miséria e injustiça
favorecem a escravidão
PÁGINA 14
O Decreto Geral
aprovado por Bento XVI
Para a renovação
da Caritas Internationalis
PÁGINAS 8/9 CO N T I N UA NA PÁGINA 11

Elwin Ransome, a Cambridge don on a walking holiday, is looking for shelter for the night and chances upon two men, one of whom he knew at school, who drug him and take him with them to Mars in their spaceship. On arrival, he escapes and lives several months with the Hross, one of the three intelligent species (Hnau) indigenous to Mars, learning their language in the process. He meets the eldilic Oyarsa of Mars, an angelic being who is the guardian of the planet. This being sends the three humans back to Earth (known the the other inhabitants of the solar system as the Silent Planet because of a barricade imposed after the fall of its Oyarsa).
Although the premise of the story is a trip in a spaceship to Mars, this book is not science fiction in the generally accepted sense. All is described through the eyes of Ransome who has little or no technical knowledge, and therefore technological details are lightly skipped over. The fiction weaved here by Lewis and which he elaborates in the later books in the trilogy concern the existence of non-human intelligent beings on another planet, and of interplanetary spiritual beings (related unclearly to angels) who are as much servants as we of Maledil (God). A fascinating reconciliation of science fiction and theology.