segunda-feira, 14 de maio de 2012


Contamos com o emprenho de todos!




Caros amigos,

Como saberão, estamos a preparar o IV Simpósio Internacional da Teologia do Corpo que terá lugar em Fátima de 13 a 16 de Junho de 2013. Em jeito de preparação vamos receber o responsável pela organização nos EUA, o Doutor Peter Colosi, que irá fazer uma conferência sobre este tema na Universidade Católica de Lisboa, no dia 21 de Maio às 18h30. 

Estão todos convidados e também vos peço que divulguem pelas vossas listas.

Maria José Vilaça

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Concerto Simplus & amigos pelo PAV - Teatro da Trindade - 15 de Maio

Queridos amigos,

Os Simplus vão fazer um concerto para ajudar o Ponto de Apoio à Vida no dia 15 de Maio, no Teatro da Trindade, às 21h30.Será um concerto diferente porque convidámos muitos amigos para cantar connosco.

Vão estar: Filipa Durão, Miguel Gama, Peu Madureira, Francisco Salvação Barreto, Mariana Costa, Pedro Vaz, Joana Espadinha, Bernardo Couto, Tiago Bettencourt e ainda muitos outros numa música em especial. Gostava muito que viessem para nos encontrarmos e ajudarmos o PAV, que precisa.

Segue já em baixo a tabela de preços e o cartaz do concerto.
Para comprar bilhetes basta pedir através do e-mail: concerto@pav.org.pt ou falar comigo directamente.

 Bjs e muito obrigada,
Maria Durão

1.ª Plateia e  Balcão Central - 20 Vidas
2.ª Plateia, 1.º Balcão Par e 1.º Balcão Ímpar - 15 Vidas
2.º Balcão Par e 2.º Balcão Impar - 10 Vidas
Camarotes Centrais (4 lugares) exclusivos para famílias - 60 Vidas
Camarotes de 1ª ordem (3 lugares) - 40 Vidas
Camarotes de 2ª ordem (3 lugares) - 30 Vidas


Papa Benedicto XVI aprueba el primer paso hacia la santidad de Félix Varela

El papa Benedicto XVI ha reconocido las “virtudes heroicas del Siervo de Dios” el sacerdote cubano Félix Varela (1788-1853), primer paso hacia la santidad del religioso, informó hoy el Vaticano.
El reconocimiento se produjo el pasado 14 de marzo, cuando el papa -precisó hoy el Vaticano- autorizó a la Congregación para la Causa de los Santos que promulgara el decreto por el que se reconocen las “virtudes heroicas al sacerdote cubano nacido en La Habana el 20 de noviembre de 1788 y fallecido en San Agustín (Estados Unidos) el 25 de febrero de 1853″.
Félix Varela es conocido en Cuba como “el padre de la patria”. Hace varios años durante una visita a Cuba el cardenal secretario de estado vaticano, Tarcisio Bertone, le llamó “hombre de paz y bien” y “modelo de humanidad”.
Varela está considerado no sólo como el más importante pedagogo y pensador cubano independentista sino también como un sacerdote ejemplar que dedicó su vida a los humildes, los huérfanos y los inmigrantes.
Incansable luchador contra el colonialismo español en la isla, falleció en el destierro en la ciudad de San Agustín, en Florida (EEUU). Sus restos fueron llevados a Cuba en 1911 y reposan en el aula Magna de la Universidad de La Habana.
El proceso diocesano de beatificación del “hombre que nos enseñó a pensar”, como dicen de él los cubanos, se inició en febrero del año 1986.
En el transcurso del mismo muchos han descubierto la riqueza espiritual del padre Varela y en palabras del cardenal arzobispo de La Habana, Jaime Ortega, para dicho proceso se han recopilado sus textos en español e inglés, así como su pensamiento.
Cuba cuenta ya con dos beatos, Olallo Valdés, de la Orden de San Juan de Dios (La Habana 1820-Camagüey 1889) y José López Piteira (Camaguey 1913-Paracuellos del Jarama, España, 1936), que fue beatificado junto a 497 religiosos asesinados durante la Segunda República y la Guerra Civil en España, en 1934 y 1936-39.
El camino hacia la santidad tiene varios escalones: el primero es venerable siervo de Dios, el segundo beato y el tercero santo.
Venerable Siervo de Dios es el título que se da a una persona muerta a la que se reconoce haber vivido las virtudes de manera heroica.
Para que un venerable sea beatificado es necesario que se haya producido un milagro debido a su intercesión y para que sea canonizado (santo) es necesario un segundo milagro. Ese segundo milagro debe ocurrir después de ser proclamado beato.
En el caso de martirio, es decir, aquellos que murieron por no renunciar a la fe católica, no es necesario milagro para ser beatificados, pero sí es obligatorio el milagro para ser canonizado.
Para la Iglesia Católica es mártir quien da la vida por Cristo, quien es testimonio de fe. No se considera mártir a quien la haya dado por un ideal, aunque sea noble

domingo, 29 de abril de 2012

APRIL 19, 2012:


These are among the first clear images, taken from the distance of Earth, to show aurorae on the planet Uranus. This composite image combines 2011 Hubble observations of the aurorae in visible and ultraviolet light, 1986 Voyager 2 photos of the cyan disk of Uranus as seen in visible light, and 2011 Gemini Observatory observations of the faint ring system as seen in infrared light.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Energía azul

Energía azul

Coisas de feriados

 


João Brandão Ferreira









Corre por aí alguma confusão sobre os dois feriados civis nacionais mais importantes, o 10 de Junho (de 1580) e o 1.º de Dezembro (de 1640).

Esta confusão ou discussão existe, fundamentalmente, por causa de saber qual deles deve representar o dia da Independência de Portugal.

Como se sabe, apesar de Portugal ser dos países mais antigos do mundo, de constituir o Estado – Nação mais perfeito da Humanidade (o Japão é um arquipélago e só ficou unido, em 1603), e de ter as fronteiras estáveis mais antigas (Tratado de Alcanizes, de 1297 – perturbado por causa da ocupação ilegal de Olivença, por parte de Espanha), nunca foi estabelecido uma data em que se comemorasse, especificamente, a sua Independência.

Possivelmente porque tal nunca foi preciso dada a fortaleza da nossa individualidade e identidade.

Também não era fácil estabelecer essa efeméride.

De facto se quisermos destacar o acto autonómico primordial, teremos que nos reportar ao dia 24 de Junho de 1128, data do combate de S. Mamede em que o Infante Afonso se rebelou, contra os barões galegos e a suserania leonesa.

Pode, pois, considerar-se essa data como «de facto», mas não «de jure». Esse reconhecimento demorou 51 anos a ser conseguido.

Começou com a elevação de Afonso Henriques a Rei, alçado a essa dignidade pelos seus guerreiros após a batalha de Ourique, em 25 de Julho de 1139; mas o primeiro documento existente em que Afonso I se assina como Rei é de 1140.

De seguida devemos considerar o dia 5 de Outubro de 1143, em que foi assinado o Tratado de Zamora, no qual O Rei de Leão, Afonso VII, reconheceu a independência do Condado Portucalense.

Este tratado era, porém, um tratado regional, faltava o reconhecimento internacional e esse só poderia ser concedido pelo Papa.

Tal reconhecimento obrigou a negociações morosas e complexas e só veio a acontecer através da Bula Manifestis Probatum, de 14 de Maio de 1179.

Esta Independência veio a ser interrompida, em 1580, com a ocupação militar de Lisboa pelo Duque D’Alba e o Marquês de Santa Cruz. Tal ocupação militar, teve o seu epílogo político nas Cortes de Tomar, de 16 de Abril de 1581, onde Filipe foi aclamado rei de Portugal (sem embargo dos Açores só terem sido subjugados em 1583).

É preciso dizer que, teoricamente, Portugal não perdia a sua individualidade, já que Filipe apenas cingia a coroa portuguesa à espanhola (a coroa dual), segundo os ditames sucessórios da época, ao passo que o consignado nas Cortes de Tomar estipulava a mais ampla autonomia e manutenção dos foros próprios dos portugueses. Só quase faltou a Filipe ter mudado a capital para Lisboa…

Porém esta nova situação encerrava uma questão dramática e insolúvel e que era esta: Portugal, como tal, estava impossibilitado de ter política externa própria e herdou automaticamente todos os inimigos da Espanha. Daqui resultava o seguinte paradoxo: Filipe, como rei de Espanha, não podia estar em guerra e, como rei de Portugal, gozar a paz…

Resultado: os portugueses passaram a ser atacados em todo o lado pelos inimigos da Espanha.

Com os sucessores de Filipe I, a nação portuguesa passou a ficar esmagada com impostos e requisições militares ao passo que se deixava de cumprir o estipulado em Tomar. A tirania atingiu o auge com o Conde-Duque Olivares e, aproveitando uma revolta na Catalunha, os três braços do reino (Clero, Nobreza e Povo), novamente unidos, revoltaram-se nessa luminosa manhã de 1 de Dezembro de 1640 e correram com os representantes de Madrid e com os traidores, voltando a colocar no trono português um português.

A assunção dos destinos portugueses por eles mesmos originou uma duríssima campanha política, diplomática e militar que durou 28 anos e se espalhou por quatro continentes e outros tantos mares e que envolveu não só a Espanha mas numerosas outras potências e potentados. No fim os portugueses saíram vitoriosos, apesar das imensas perdas em vidas e cabedais, e bem se pode considerar tal vitória um verdadeiro milagre!

A santa Sé só reconheceu a independência nacional dois anos após o tratado de paz que celebrámos com a Espanha…

Pois é esta gloriosa gesta – que não tem paralelo na História mundial – que um governo que se diz português, mas repleto de portugueses pequeninos – quer apagar da memória Pátria, acabando com a dignidade do feriado concedido há muito (e sempre foi comemorado no País antes de o ser), ao dia primeiro da Restauração.

Este termo também se pode prestar a confusões, já que para uns quer dizer a restauração da independência e, para outros, refere-se à restauração de uma dinastia portuguesa. Aliás, a «Restauração» começou por ser chamada de «Aclamação» (de D. João IV). E cremos que é mais neste sentido que o termo é usado até porque nunca verdadeiramente perdemos a independência (pelo que atrás dissemos).

Independentemente destas semânticas, não há dúvidas de que o 1.º de Dezembro é um grito de liberdade, de individualidade e de querer o retorno da soberania plena, que faz todo o sentido comemorar e, até, estabelecer como símbolo da nossa independência.

O 10 de Junho é diferente.

Nunca ninguém tinha ligado a morte de Camões à independência de Portugal, ou de algum modo a relacioná-lo com uma festa nacional até que o Partido Republicano resolveu aproveitar o tricentenário da sua morte, em 1880, para retirar dividendos políticos.

Desse modo fizeram de Camões, o vate que tinha exaltado e cantado em verso as glórias do apogeu nacional, confrontando-as com a decadência da época – o que, obviamente, se devia ao regime ser monárquico…

Quando ocorreu a tragédia do 5 de Outubro de 1910 (de facto de uma tragédia se trata), o novo governo, por decreto de 12 do mesmo mês, estabeleceu os feriados nacionais, onde constava o 1.º de Dezembro (já proposto, do anterior, pela Sociedade Histórica para a Independência Nacional – fundada em 1861) e, naturalmente, o 5 de Outubro, entre outros.

Mas não proclamou o 10 de Junho feriado nacional, ficando apenas como feriado municipal de Lisboa (na esperança que o mesmo destronasse o 13, dia de Santo António…). 

Foi verdadeiramente o Estado Novo que, a partir de 1933, tornou o 10 de Junho feriado nacional, promovendo comemorações em todo o País, chamando-lhe «Dia de Portugal e da Raça, ou dos portugueses».

Desde 1963 e por via das últimas campanhas ultramarinas, passou-se a homenagear os combatentes e as Forças Armadas, nessa data.

Depois do 25 de Abril de 1974, o feriado do 10 de Junho só voltou a ser comemorado em 1978, sendo rebaptizado como «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas». Porém, os novos poderes retiraram, inexplicavelmente, as FAs de todas as comemorações, o que só veio a ser emendado (!) no primeiro ano de Cavaco Silva como PR.

Uma humilhação funesta para com a FAs e todos os combatentes de todos os tempos, à qual a Instituição Militar não reagiu e a população – de cérebro lavado – nem deu conta…

Assim se passam as coisas no nosso País: ora quando somos Portugal, ora quando somos… portugalinho.